AS MINHAS PESQUISAS

As emoções são fundamentais para o ser humano, pois estão presentes em todos os momentos na vida das pessoas e auxiliam na escolha de respostas adaptativas para enfrentar as dificuldades da vida quotidiana, além de preservar os laços sociais e o bem-estar pessoal. Além disso," As expressões emocionais são cruciais para o desenvolvimento e regulação das relações interpessoais." (Ekman, 2000). A forma como cada um responde emocionalmente ao ambiente ajuda a definir a qualidade da sua interacção com o meio. O indivíduo, de modo automático ou controlado, consciente ou até mesmo inconsciente irá definir a forma como utilizará e regulará suas emoções.

Bibliografia: Ekman, P. (2000). Basic emotions. In T. Dalgleish & M. J. Power. Handbook of cognition and emotion. London: John Wiley & Sons 


Inteligência Emocional


Ao pesquisar sobre o tema da Inteligência Emocional, encontrei na plataforma "Simply Flow" da Fátima Lopes, um artigo bastante interessante.

O artigo começa por explicar a importância das emoções e o que é a Inteligência Emocional. Podemos retirar daqui que a Inteligência Emocional é"um tipo de inteligência relacional ou social presente nas pessoas que têm facilidade em entender as emoções e pensamentos dos outros e, deste modo, comunicam, relacionam-se, e influenciam facilmente os outros numa determinada direção."
O artigo sugere que para tirar partido das emoções e desenvolver a Inteligência Emocional temos de ter em conta:

  • Autoconhecimento: Capacidade de identificar o que se sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio, é fundamental para aprender a manter o autodomínio. Sem autoconhecimento, não se pode ter domínio sobre nós próprios, o que dificulta quando se trata de estabelecer ligações com os outros.
  • Controlo Emocional: É fundamental aprender a decifrar e moderar as suas emoções. O controlo emocional é uma das competências que mais influência na capacidade de se liderar a si próprio e tornar-se um construtor ativo do seu destino.~
  • Motivação: O artigo utiliza o exemplo o filme "A busca da felicidade", baseado num caso verídico, onde o personagem apesar de todas as dificuldades persiste no estágio e não deixa de dar atenção ao filho, que passa a ser o principal motivo para ultrapassar todos os obstáculos e, por fim, ter o futuro desejado.

Tendo em conta o meu projeto pessoal, que remete para o autoconhecimento e autoestima/confiança nas minhas capacidades, o autoconhecimento e o controlo emocional são aspetos que tenho de trabalhar de forma a alcançar os meus objetivos.

Artigo consultado em: https://www.simplyflow.pt/como-desenvolver-a-sua-inteligencia-emocional/


Reflexão:

Após ter visto esse artigo sobre a inteligência emocional, achei pertinente aprofundar mais o tema.

O conceito de Inteligência Emocional surgiu no âmbito académico, em 1990, formalizado pelos pesquisadores Peter Salovey (Yale University) e John Mayer (University of New Hampshire), que introduziram o termo na literatura científica por meio de dois artigos (Mayer, DiPaolo & Salovey, 1990).

  • No primeiro artigo, de natureza teórica, os autores propuseram uma definição inicial de inteligência emocional como sendo "a habilidade para controlar os sentimentos e emoções em si mesmo e nos demais, discriminar entre elas e usar essa informação para guiar as ações e os pensamentos" (Mayer, DiPaolo, & Salovey, 1990, p. 189).

  • O segundo artigo ofereceu as primeiras demonstrações empíricas de como a inteligência emocional poderia ser considerada como uma habilidade mental.

Segundo Rego e Fernandes (2005) um dos aspetos que mais contribuiu para o desenvolvimento do construtivo de inteligência emocional foi o conceito de emoção. O saber gerir as emoções remete-nos para o domínio das competências emocionais, e quando trabalhadas poderão ajudar um ambiente mais saudável e rico em aprendizagens, isso em contexto escolar. Goleman (1999) defende que as pessoas emocionalmente bem resolvidas apresentam uma melhor relação consigo e com os outros.

"Os atributos emocionais do professor na relação pedagógica geram emoções e comportamentos nos alunos, e este processo remete-nos para a importância da educação emocional (Veiga Branco, 2005)", ou seja, é importante que os professores saibam controlar os seus sentimentos, o que pode ser trabalhado em formações, para depois ensinarem essa gestão aos alunos. Pois se esses souberem gerir os seus sentimentos, o stress, etc, serão indivíduos com melhores aptidões sociais, além disso serão mais felizes pois serão bem resolvidos e capazes de gerir as suas frustrações, tendo uma atitude positiva perante os obstáculos. A inteligência emocional revela-se fundamental na atividade dos professores, pois além de promover melhores resultados, aumenta também a capacidade para lidar com as tensões que o ambiente na escolar pode provocar, é importante também para melhorar as competências de relacionamento interpessoal.

Referência Bibliográfica:
Valente, M., Monteiro, A. (2016). Inteligência Emocional em Contexto Escolar. Revista Eletrónica de Educação e Psicologia, Volume 7, pp. 1-11


Adriana Oliveira - Licenciatura de Educação e Formação - Instituto de Educação
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